quinta-feira, 21 de julho de 2011

Ligeiras Reflexões Ecléticas:


"A civilização criou a suprema fúria das precocidades e dos apetites. Não há mais crianças. Há homens. As meninas, que aliás sempre se fizeram mais depressa mulheres que os meninos homens, seguem a vertigem. E o mal das civilizações, com o vício, o cansaço, o esgotamento, dá como resultado crianças pervertidas. Pervertidas em todas as classes; nos pobres por miséria e fome; nos burgueses por ambição de luxo; nos ricos por vício e degeneração."
(João do Rio -  em "Uma Antologia" - pasmem: 1911).




"O desejo de lucro tornou-se um ideal da conduta cristã. O calvinismo, por exemplo, afirmava que tal desejo era inerente à natureza humana. Na verdade, todos nós sabemos que, com o 'capitalismo', o desejo foi transformado em natureza humana. A poupança e o investimento, desconhecidos na sociedade feudal, se tornaram um dever na sociedade capitalista... para a glória de deus!"
(Carlos Eduardo Novaes e Vilmar Rodrigues - no 'genial': "Capitalismo para principiantes").



"A arte moderna, que surgiu com escândalo, em ruptura com o público, está por toda a parte. (...) Hoje, não vemos nem estetização da política nem politização da arte; o que vemos é uma circulação indiferente da arte, como um dos bens de consumo da sociedade capitalista."
(Leyla Perrone-Moisés -  em "Altas Literaturas").



"Que são os homens todos, nessa visa sempre vária e sempre imutável, senão formas diversas de uma mesma essência? Nós somos os espectros de outros homens: aquele velho que ali vem, coberto de cabelos brancos, vai, na escala das agonias e das esperanças, ser continuado e prolongado por aquele menino que passa por ele sem o ver, sem suspeitar que acaba de acotovelar a sua própria personalidade futura..."
(Olavo Bilac - em "Ironia e Piedade").




END.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Mínimas: máximas!!!



"Abandone-se, tente tudo suavemente, não se esforce por conseguir - esqueça completamente o que aconteceu e tudo voltará com naturalidade."
(Clarice Lispector - em "A Imitação da Rosa").




"O homem é o ser pelo qual o nada vem ao mundo (...) A esta possibilidade, para a realidade humana, de segregar um nada que a isola, Descartes e depois os 'Estóicos', deram o nome de 'liberdade'."
(Sartre -  em "O Ser e o Nada").




"Nós todos temos medo da verdade. (...) Temos de estar firmes sobre as posições em que nos assentamos, devemos sentir bravura sobre as pernas, caso contrário, não poderemos nem sequer amar...
(F. Nietzche - em "Ecce Homo").



"...somos muitos e um só, nada é conclusivo, definitivo. Tudo é novo, inacabado e, sobretudo, apto a ser aperfeiçoado. (...) ...na vida, tudo gira em torno de um núcleo de coerências, o resto é a devotada busca por circunstâncias. (...) O ser humano, imprevisível e impreciso como é, transmite às ciências que o estudam um tom mercurial, palpitante, inacabado e fecundo."
(Alberto Dines -  em "O Papel do Jornal").





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